segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sim, elas também tem o seu momento Illuminati.

No décimo-sétimo convento em Cartagena, Colômbia, num evento que remete a um ambiente de uma sociedade secreta debatendo políticas mundiais, o ‘Belizean Grove’ se reuniu em fevereiro deste ano para por em pratica os seus rituais de inverno.

Dos setores do governo, bancos, tecnologia e outros, esse seleto grupo de mulheres são membros de uma poderosa elite global. A cada procura de possíveis candidatas para o clube, são considerados os níveis de conhecimento, influência, riqueza e poder. E os homens passam longe. Apenas são aceitos indivíduos do chamado sexo “frágil”.

Fundado há 12 anos, o Belizean Grove só foi ter alguma notoriedade pública no ano de 2009, quando Sonia Sotomayor assumiu a Suprema Corte de Justiça e descobriu-se, então, que ela era uma das 125 componentes da irmandade.

No momento, o principal objetivo da organização, chamado de ‘Projeto Casa Branca’, é fazer a primeira mulher presidente dos EUA. As “Grovers”, como as membros são conhecidas, tem entre 50 e 60 anos, e representam uma rara junção de riqueza e autoridade. Possuem posições altas; são diretoras em companhias como Xerox, Procter & Gamble, NYSE Euronext, Nasdaq, Nordstrom, DSW, PetSmart e REI. Ainda entre as participantes, uma senadora do Canadá e algumas estrangeiras do Equador, Islândia, Colômbia e Nova Zelândia.

As Grovers tem se capitalizado realizando investimentos multimilionários, e tutorando mulheres-empresárias, donas do próprio negócio e que demonstram grande potencial de crescimento. Sempre investem juntas e se ajudam, mas nunca revelam os detalhes de seus mercados, acordos e movimentos.

Por quatro dias elas se reúnem em um local, geralmente na região Sul ou Central da América, pegam uma praia, bebem um vinho e conversam. O diálogo flui livremente, de tópicos que vão desde aquisições alavancadas e diplomacia internacional, até as dificuldades em cuidar de seus filhos e de parentes idosos.

É, de fato, interessante perceber que tenha algo acontecendo nesse sentido. Imaginar que, provavelmente, esse não seja o único ‘Belizean Grove’ no mundo é um tapa na cara da nossa sociedade, demasiada machista. O monopólio da governança masculina, onde quer que seja a área, e que perdura desde sempre, já esta com os dias contados.

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