sábado, 20 de junho de 2009

Bota pra fazer!

Vou me posicionar acerca dos últimos fatos jornalísticos. O diploma não é mais necessário para se exercer a carreira de Jornalista. Bom, espero que não vejam como comodismo da minha parte, mas pouco me importa. Não torci para que caísse a exigência, mas já que caiu, caiu. Não acho que seja o fim do mundo.

Sim, o mercado vai ficar mais concorrido. Sim, vai ficar mais saturado do que já está. Confuso, um pouco zoneado. Tudo isso. Ok.

Mas eu tenho um pequeno defeito. Auto-confiança no meu potencial como jornalista, desde os 7 anos de idade. Nossa meta tem que ser sempre o topo. Se não alcançá-lo, don't worry! Ficará apenas um ou dois degraus abaixo.

Queria, talvez por um momento, ter uma visão de vida que me permitisse debater o assunto no âmbito em que a maioria está, mas não a tenho. As vezes até me sinto mal por não estar "desesperado". Não sou melhor nem pior do que os indivíduos que possuem uma outra posição sobre o tópico. Só acho que quem é bom, realmente, sempre terá mercado. SEMPRE!

A busca por excelência e conhecimento irá sempre existir por parte dos veículos de comunicação. Em um determinado momento poderão pagar para um estágiário fazer o trabalho de um profissional (o que já acontece há séculos, e agora "oficializou"). No entanto, vai por mim; se você for bom e tiver o dom, pagarão para você!

Porém, questionam-me: e se sou bom e ainda sim for preterido por um estágiário? Aí, das duas uma: ...(risos) Ficaste subentendido o complemento, não?

Sempre dou uma folheada virtual no Estadão. De hoje em diante, passarei a admirar ainda mais esse jornal. Através da campanha que vocês verão abaixo (que nada tem a ver com a questão do diploma), ele consegue ilustrar em 1 minuto todo o meu "pouco caso" com a decisão do STF. Tranquilidade, vida que segue. Play hard, go pro!

Um abraço!



















segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Owne tudo!

O ano de 2009, talvez, merecesse um texto maior e mais elaborado. Porém, esta reflexão não é menos importante do que um generoso aglutinado de frases bem escritas e pensadas. A questão é que em todas as passagens de ano nós prometemos as mesmas promessas, desejamos os mesmos desejos e sonhamos os mesmos sonhos.

Se esse não é o seu caso, parabéns! É sinal de que você, no ano anterior, cumpriu o que prometeu, seus desejos brotaram e seus sonhos foram realizados.

Se você se encaixa na série dos “mesmos”, ao menos terá a oportunidade de repeti-los enquanto viver. Então, o que você prometeu realizar em 2009 e não fez, poderá continuar não fazendo em 2010, 2011, 2050... Afinal de contas, as passagens de ano são para sempre.

Metas. Disciplina. Disposição. Almeje. Conclua. Faça por onde. Não deixe que seus 31 de Dezembro se tornem depósitos de boatos da sua própria vida.

Foi!



quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E aí, você vem sempre aqui?


Essa é uma história que prometi contar por estas bandas. Estou rindo muito enquanto escrevo, por se tratar de algo totalmente inovador! Pode até ser um texto dispensável. Mas não para mim, tão pouco para meu camarada, o Mauro.

Mauro, conhecido de longa data, desenvolveu uma abordagem totalmente diferente, e que certamente, muda o conceito que temos do nosso poder de persuasão sobre as mulheres.

Pode parecer ridículo, mas deu certo. Ele testou durante uma night. Eu estava presente e testemunhei seu approach sobre uma “vítima” espetacular; era uma espécie de Sienna Miller brasileira.

É Mauro, quem diria que você, com um simples e despretensioso NHAU!, se daria bem frente aquele monumento. Nessas horas é sempre bom estar ao lado do amigo, porque é um momento em que fatalmente respinga alguma coisa.

E nesse dia respingou, e eu me dei bem. Fala tu meu velho, senão eles desacreditam. Você com a Sienna Miller brasileira e eu com a Tyra Banks tupiniquim!

Cara, estamos juntos e respingados. Sem mas.

NHAU nelas!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Spin-off


Voltando pra casa, depois de uma noitada, minha vida passava pela janela. Jonh Mayer e Diana Krall duelavam no mp3, enquanto eu, observava como num clipe musical dezenas de momentos da minha vida que, personificados, insistiam em forçar o para-brisa. Os momentos felizes eram os mais agressivos e, graças a Deus, a maioria. Os tristes espreitavam, olhavam de rabo de olho de uma forma que não sei explicar. Talvez, imagino eu, me culpavam por carregar tal fardo.

De repente, a frase: "Welcome to the real..." Era apenas o início da faixa 'No Such Thing'. Olhei para os lados. Os momentos haviam "desabrotado" como mágica. Sobrabaram apenas sensações e a certeza de que a felicidade é você quem faz. O resto, bom, o resto é o resto.


Continua, quem sabe...

sábado, 27 de setembro de 2008

Desperate Housewives

Vez ou outra dou uma zappeada no Saia Justa. Para quem não conhece, é um programa dividido em blocos, e em cada bloco discute-se um tema. A atração é apresentada pela jornalista Mônica Waldvogel e conta ainda com as participações fixas de Maitê Proença, Betty Lago e Márcia Tiburi. Vai ao ar no canal fechado GNT.

Essa semana, em determinado momento do programa, estava em debate a cara de pau dos homens em terminar relacionamentos por e-mail, telefone, torpedos e afins. Digo que a oportunidade de se realizar tal ignorância compete a ambos. E elas o fazem, sim! Conheço algumas malvadas que usufruíram de tal artifício.

A contemporaneidade junto com seus adventos tecnológicos, sobretudo virtuais, é algo que pode servir para o mal ou para o bem. Terminar uma relação via e-mail, por exemplo, é uma possibilidade bizarra, acho que a maioria concorda. Ou ser mais ousado(a) e acabar com a agonia enviando um torpedo(cruel). Não é culpa das novas ferramentas digitais. Se bem que o e-mail não é algo tão novo assim. Há de se concordar que o leque de opções, que se apresenta cada vez mais extenso e sedutor, faz uma quantidade razoável de indivíduos optarem pelo impessoal. E não apenas os homens. Ontem estava assistindo a Two and a Half Men, e um casal de adolescentes trocavam mensagens através do messenger. O detalhe, é que os dois estavam na mesma casa, no mesmo cômodo, a uma distância de mais ou menos... 40cm.

A ótima Betty Lago não foi infeliz em levantar a questão do correio eletrônico, como uma das formas de dar fim a uma vida a dois, e nem mesmo ao atribuir tal “fatalidade” aos bolinhas com a seta para cima. Ela foi cooperativista, fato compreensível na situação em que se encontrava e pela proposta do programa. No entanto, ajudou a deturpar a nossa reputação, uma coisa mais do que castigada e incompreendida. (modo irônico moderado)

Precisamos de uma mesa redonda masculina na TV. Afinal de contas, as mulheres já tem mesa, tanque, fogão...

Desculpa, não resisti. Seriamos nada sem vocês. (modo irônico desligado)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Por favor não pare a música.

Sou suspeito pra falar de como uma faixa pode influenciar todas as ações num determinado momento. Talvez seja irrelevante relatar aqui o que um som pode fazer com a nossa mente. Liberar emoções a muito intactas, nos colocar na direção ou nos tirar do caminho. Suspeito sou, pois a melodia é essencial em minha vida.

A música é um retrato das cenas por nós vividas. O álbum completo de uma noite trágica. Ou um refrão que toca no 'time' perfeito de um sucesso qualquer. Então, numa quarta-feira sem graça, ás 16:39, você escuta aquela faixa que te remete aquele lugar, aquele quarto, aquela casa de praia, aquele carnaval. Pronto. É o bastante pra você querer sair de onde está e brincar de passado.

O detalhe é que você, infelizmente, não consegue brincar de passado sozinho. E tem de realizar algumas ações. Umas mais simples, outras mais complicadas. Acessar a agenda do celular não exige maiores esforços. Só que a partir daí, o resto é história. E das boas. O sujeito fica pensativo. Se o desfecho foi conturbado, o desgaste vai ser maior. Rola a tensão, a possibilidade de se ouvir um monte de desaforos e impropérios.

Liga. Chama. Chama. Chama. Chama. John Mayer rolando de fundo. Chama. Atende. Segue o diálogo: Oi?! / Oi, surpresa? / Pow, surpresa não. Nada impede que você me ligue(grossa) / Não precisa falar assim, estou ligando pra saber como você está. Domingo eu encontrei sua irmã na Guanabara e ... A faixa avança, de John Mayer pra Lulu Santos. A conversa segue. Depois de umas 8 músicas, final feliz. Por algumas horas, o casal revive o auge do relacionamento que não existe mais. Perguntam o porque do fim. E por mais inacreditável que pareça, não sabem responder.

Segunda-feira. A vida volta ao normal. Tudo flui. Energia limpa. Leve, leve. Terça-feira conversam. Trocam idéias, falam sobre o dia que tiveram. O contato cessa. Passam-se algumas semanas. Até que chega uma Quarta-feira, dessas “traiçoeiras”. Não está sem graça, mas ainda é uma Quarta-feira. Som rolando solto, como sempre. Até que o shuffle do DVD, como que programado, toca a bendita. Ou maldita. Acho que bendita. Back At One, do McKnight. Imagens, aromas, visões e até holografias de dois anos atrás brotam.

Então, você tem de realizar algumas ações. Umas mais simples, outras mais complicadas. Acessar a agenda do celular não exige maiores esforços. Só que a partir daí, o resto é história. E das boas. Huummm, acho que essa música já tocou...



Não! Não sou eu o personagem. Eu tenho cara de quem escuta McKnight? Eu nem gosto de RnB! Imagina! Risos. Deixa estar...


quarta-feira, 30 de julho de 2008

. . .!?

São várias as discussões e controvérsias em torno de "O Príncipe". Ainda hoje existem mais de vinte teorias de como interpretá-lo. Política e ética, duas das áreas pensadas por Maquiavel, o "inventor" da Ciência Política, difundiram e polemizaram o escritor pela forma como foram explanadas por ele. Segundo a maioria dos estudiosos de sua obra, a política e a ética não caminham juntas. Os fins políticos só podem ser atingidos por meios inescrupulosos e ilícitos, desprovidos de qualquer sentimentalismo ou piedade. E o homem a frente disso deve, em primeira instância, divorciar a política da ética. Tem que ser, acima de tudo, um patriota apaixonado.

Muito dessa visão que se tem de Maquiavel, é equivocada e simplista. Estereotipada também seria um termo correto de se usar aqui, resultado de uma leitura superficial de seus escritos. Na verdade, Maquiavel tenta mostrar que a ética dos homens comuns é diferente da ética política. Quando um indivíduo se encontra a frente do Estado, seus princípios morais mudam. A política por ele realizada tem que ter como objetivo principal o bem estar do povo. Nem que para isso ele tenha que usar a violência, a guerra e a crueldade. Porém, ele faz a distinção entre o tirano, que usa a força e a maldade para fins próprios e o príncipe virtuoso que usa dos mesmos artifícios para o bem coletivo. A violência, se necessária, deve ser posta em prática em razão da saúde do mandato. Bem realizada é aquela executada de uma só vez. Mal realizada é aquela que vai crescendo ao longo do tempo e que leva, consequentemente, o governo a correr um sério risco de fracassar.

Deduz-se então que N.Machiavelli não foi esse monstro que a maioria das pessoas pensam. Sem dúvidas, suas idéias, estudos e ensaios no campo da política estavam a frente de seu tempo. Observamos o uso de seu nome de maneira pejorativa, que não condiz com a realidade. Ele apenas expos as “mazelas”, o egoísmo e a forma de pensar dos príncipes, com base na sua experiência e no que pinçava da natureza humana.

Muitos governantes de hoje realizam suas peripércias e peraltices com base nas suas obras. Ou fazem de ouvido, quando na verdade não leram nem duas páginas. A "violência florentina", executada por Pinochet, Hitler, Slobodan entre outros, inexiste no Brasil. Para compensar, temos anões do orçamento e Nayas e Cacciolas e Delúbios e Malufs e Pittas e SUS e PMs e um monte. Talvez, estas sejam violências tão ou mais estúpidas que as praticadas pelos sacripantas acima. Pois, segundo Nicolas, estas se encaixam na categoria das “Mal realizadas, que vão crescendo ao longo do tempo e que leva o governo a ruínas”.

O Brasil é um país emergente desde que eu nasci. E parece que seus problemas também. Entra governo, sai ladrão, e tudo na mesma. Ninguém vê, ninguém faz nada, ninguém sabe de nada. Então, é pouco sensato apelidar o indivíduo mau de ser ‘Maquiavélico’. Pelo menos da forma como adjetivam.

Votar ainda é a melhor opção. Ou não.